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START-UP VAI COMERCIALIZAR CUBOS DE GELO EXTRAÍDOS DE GLACIAR NORUEGUÊS

por Mäyjo, em 07.04.15

glaciar_SAPO

Glomfjord, uma vila norueguesa com apenas 1.120 habitantes, dependeu durante décadas de uma fábrica química que produzia amoníaco. Com o fim do negócio, em 1993, dois empreendedores locais, especialistas em energias renováveis, abriram uma fábrica de painéis solares, em 1997, mas a competição asiática foi demasiado feroz e o negócio também encerrou, em 2012.

Agora, uma terceiro negócio da vila pretende comercializar cubos de gelo retirados do glaciar vizinho de Vestre Svartisen, o que está a provocar duas reacção distintas: a de encorajamento, por parte do Governo local e cidades vizinhas; e de incredulidade, por parte dos ambientalistas e outras pessoas que acompanham de perto o fenómeno das alterações climáticas.

Segundo o Guardian, o Vestre Svartisen é o segundo maior glaciar norueguês e os planos da Svaice – start-up criada por Geir Olsen – prevêem utilizá-lo para fabricar cubos de gelo luxuosos e destinados aos mercados premium: bares e restaurantes exclusivos, de locais como Nova Iorque ou Dubai e que sirvam bebidas caras.

A Svaice já recebeu €45.000 das cidades vizinhas de Meloy e Nordland para desenvolver um projecto que teste o seu processo de extracção. A 18 de Março, de acordo com o Guardian, a cidade de Meloy deu luz verde para o projecto ser concretizado.

A imprensa norueguesa avança que a operação começará na Primavera e o gelo será transportado de helicóptero – a Svaice será autorizada a retirar 3.600 metros cúbicos de gelo por ano, o suficiente para encher 93 contentores.

Para além de impactar o glaciar de Vestre Svartisen, o projecto será um grande utilizador de energia – é preciso enviar o gelo para o Dubai e Nova Iorque, entre outros locais.

Foto: David Stanley / Creative Commons

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publicado às 23:43

DESIGNER HOLANDESA CRIA T-SHIRT SOLAR QUE CARREGA O TELEMÓVEL

por Mäyjo, em 07.04.15

A t-shirt que carrega telemóveis

A designer holandesa Pauline van Dongen desenvolveu uma t-shirt solar que, com a ajuda de acessórios fotovoltaicos e do Sol, consegue produzir 1 watt de electricidade, o suficiente para carregar o iPhone durante algumas horas.

Segundo o Ecouterre, o vestuário foi produzido em parceria com o Holst Center, também na Holanda, e já foi apresentado na edição de 2015 do SXSW Interactive, em Austin, Estados Unidos. Para além de telemóveis, os 120 módulos solares ultra-finos da t-shirt podem carregar leitores de MP3, câmaras de vídeo ou fotográficas e outros gadgets com porta USB. Todo o excesso de electricidade pode ser armazenado na t-shirt, para outras oportunidades.

“Utilizar células solares permite-nos potenciar a energia do Sol e sermos, nós próprios, uma fonte de energia”, explicou van Dongen em comunicado. “Como designer, fico contente que as células solares possam ser um acessório estético”.

Agora, o objectivo da designer é levar a fashion solar até aos desfiles de moda e à utilização diária por parte dos cidadãos e consumidores globais. Segundo o Holst Center, os fabricantes de roupa podem, em poucos meses, colocar no mercado todo o tipo de vestuário com esta tecnologia.

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publicado às 22:42

DIETA MEDITERRÂNICA NÃO SÓ É MAIS SAUDÁVEL COMO TAMBÉM POLUI MENOS

por Mäyjo, em 07.04.15

cozinha_SAPO

As consequências das alterações climáticas vão desde a extinção das espécies até ao aumento do nível do mar ou à propagação de doenças. Por isso, há anos que os investigadores lutam para atenuar as suas consequências, nomeadamente através da redução da poluição causada pelo consumo de alimentos.

Um novo estudo realizado pelo Complexo Hospitalar Universitário de Huelva, a Universidade Jaume e de Castellón e a Universidade de Huelva analisou a pegada de carbono dos menus que são servidos diariamente em Espanha, com base numa dieta basicamente mediterrânica, e comparou com os que são consumidos nos países anglo-saxónicos, como Reino Unido ou Estados Unidos.

“Combater as alterações climáticas é uma prioridade internacional que deve executar-se em todos os âmbito, como no familiar, tendo em conta a nossa dieta diária”, disse Rosario Vidal, autora principal do estudo e investigadora do Departamento de Engenharia Mecânica e Construção da instituição valenciana.

Segundo o agregador O Meu Bem Estar, os dados foram recolhidos no Hospital Juan Ramón Jiménez de Huelva, tendo sido analisados um total de 448 almoços e 448 jantares distribuídos durante todas as estações do ano para satisfazer as necessidades calóricas médicas de 2.000 kcal.

Para a equipa de investigadores, os dados são amplamente extrapolados. “Estes menus poderiam ter sido servidos em qualquer colégio, restaurante ou casa espanhola. As receitas analisadas incluem alguns pratos tão típicos como gaspacho, queijo manchego, paella ou ensopado “, explicou Vidal.

Durante a investigação foi elaborada uma base de dados com a pegada de carbono de alimentos cultivados, peixes ou produzidos – fundamentalmente em Espanha – e foi calculada a pegada de carbono de cada prato e menu, multiplicando a quantidade requerida em bruto para a sua preparação.

A pegada de carbono diária média obtida foi de 5,08 kg de CO2 equivalente (CO2e) – inferior  à média nos EUA estimada entre 8,5 e 8,8 kg de CO2e ou a do Reino Unido estimada em 7 , 4 kg de CO2e; todas com o mesmo consumo de calorias. Além disso, os investigadores obtiveram a pegada de carbono para outras 17 dietas terapêuticas como dieta branda, líquida ou com baixo teor em proteína.

“As diferenças entre o valor médio da dieta mediterrânica e a dos países anglo-saxónicos devem-se ao facto de em Espanha se consumir muito menos carne de vaca –  um dos alimentos com maior pegada de carbono – e se consumirem mais verduras e frutas, com baixa pegada de carbono”, afirma a especialista. “Portanto, não é apenas saudável, mas a nossa dieta também é mais verde”, conclui.

Foto: ismael villafranco / Creative Commons

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publicado às 20:41

MONTE TAMBORA EXPLODIU HÁ 200 ANOS

por Mäyjo, em 07.04.15

O monte Tambora, Indonésia

Há 200 anos, a erupção do Monte Tambora, na Indonésia, provocou um dos mais negros anos do século XIX. As cinzas e dióxido de enxofre enviadas para a atmosfera a 43 km/h fizeram desaparecer o Sol e levaram as temperaturas globais a caírem entre 2ºC a 3ºC.

A descida das temperaturas e a inexistência de Verão semeou o caos, fome e violência em todo o mundo, com migrações populacionais extremas e milhares de mortos, sobretudo na Europa e América do Norte. Alguém tem memória de um fenómeno natural tão extremo?

Dois séculos depois, o Homem insiste em fazer metáforas da lição do Tambora, mas agora provocadas por nós. No Verão, empreendedores noruegueses vão extrair cubos de gelo de um glaciar local e comercializá-los para o mercado de luxo de cidades como Nova Iorque e Dubai. O próximo Tambora não será provocado pela Natureza.

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Fotos: Jialiang Gao (peace-on-earth.org) / Paul Hessels /  NASA Expedition 20 / Georesearch Volcanedo Germany 

 

 

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publicado às 19:36

A BELEZA SOBRENATURAL DA AUSTRÁLIA

por Mäyjo, em 07.04.15

O brilho do fitoplâncton

Nos últimos anos – sobretudo com a democratização das tecnologias que permitem tirar fotografias e, quase instantaneamente, partilhá-las com todo o mundo – os plânctones tornaram-se mediáticos e famosos devido ao brilho fluorescente por eles produzido.

Das Maldivas à Austrália são vários os casos relatados de marés de fitoplânctones bioluminescentes, pequenos organismos que emitem luz quando estão sob stress, quer seja pelo marulhar das ondas ou perturbação causada na água pelas pranchas de surf ou outros objectos.

O mais recente fenómeno foi captado pelas lentes do fotógrafo Andy Hutchinson, na praia de Jervis, Austrália. “Foi uma cena sobrenatural”, explicou o fotógrafo ao Daily Mail. “O brilho é causado pelo noctiluca scintillans, um fitoplâncton unicelular que cresce na Primavera e Outono, e em 90% dos casos ocorre devido a fenómenos naturais”, explicou Iain Suthers, da Universidade de New South Wales, Austrália.

Este fitoplâncton “bizarro” é carnívoro, avança Suthers, e emite a luz através de um mecanismo de defesa.

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publicado às 15:42

QUAL É A PEGADA ECOLÓGICA DE UM E-MAIL OU DE UM CAFÉ?

por Mäyjo, em 07.04.15

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No passado dia 28 de março, mais de 10.000 cidades de 172 países aderiram à Hora do Planeta – uma iniciativa organizada pela World Wide Fund for Nature desde 2007 – e apagaram as luzes de monumentos emblemáticos para alertar a população para o problema das alterações climáticas.

Como é sabido, um dos grandes propulsores da alteração do clima do planeta são as emissões de gases com efeito de estufa, nomeadamente o dióxido de carbono (CO2). Todos os anos é comemorada a Hora do Planeta, mas a lista de pequenas actividades diárias que aparentemente pouco contribuem para as alterações climáticas é extensa.

Sabe qual é, por exemplo, a pegada ecológica de um e-mail, de comer uma maçã ou beber um café? Todas estas pequenas acções têm uma pegada ecológica associada, ainda que com diferentes impactos para o planeta, como escreve o Discovery News.

Internet e e-mails

Um e-mail pequeno tem uma pegada ecológica de cerca de quatro gramas equivalentes em CO2 (CO2e) – incluindo os gases com efeito de estufa produzidos por um computador em funcionamento, servidores e routers e o CO2 produzido no seu fabrico.

Já um e-mail de grandes dimensões, com anexos pesados, emite cerca de 50 gramas de CO2e e uma mensagem spam, mesmo que não seja lida pelo destinatário, é responsável por 0,3 gramas de CO2e. A pegada ecológica anual do spam é equivalente a 3,1 milhões de carros de passageiros a circular nas estradas.

Uma simples pesquisa num qualquer motor de busca num computador com elevada eficiência energética têm uma pegada de 0,2 gramas de CO2e. Se for num computador velho as emissões aumentam para 4,5 gramas de CO2e. E por cada vez que envia uma mensagem no seu telemóvel está a emitir 0,014 gramas de CO2e.

Compras

Um simples saco de plástico equivale à emissão de 10 gramas de CO2e e um saco de papel a 40 gramas de CO2e.

Bebidas

Um copo de água da torneira gera cerca de 0,14 gramas de CO2e, que comparam com os 160 gramas de uma garrafa de 500 mililitros.

Por sua vez, um cappuccino pode gerar até 235 gramas de CO2e. Por comparação um café ou um chá produzem apenas 21 gramas de CO2e.

Entretenimento

Ver televisão durante uma hora tem pegadas ecológicas diferentes, dependendo do tamanho do televisor e se é LCD ou plasma. Nos LCD as emissões variam entre os 34 gramas de CO2e, nos mais pequenos, e os 88 gramas CO2e nos maiores. Nos plasmas de tamanho médio as emissões podem chegar aos 220 gramas de CO2e.

Foto: Melina Manfrinatti / Creative Commons

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publicado às 11:39

TEMPESTADE VERMELHA DEVORA CIDADE CHINESA

por Mäyjo, em 07.04.15

A tempestade vermelha da China

O título desta notícia até poderia ser retrabalhado para chegar a qualquer trocadilho, mas o assunto é demasiado sério para brincar: a cidade de Goldmud, no noroeste chinês, foi engolida por uma gigantesca tempestade de areia, que transformou a cidade num cenário vermelho e com pouca visibilidade – menos de 50 metros.

Segundo a imprensa chinesa, a tempestade durou hora e meia, naquela que foi a quarta tempestade de areia a devorar uma cidade chinesa desde o início do ano.

O Centro de Meteorologia chinês avisou as pessoas a manterem-se em casa e aconselhou as autoridades a realizarem uma extensa limpeza imediatamente a seguir à tempestade acalmar. “A tempestade obrigou a maioria das pessoas a ficarem dentro de casa, porque era difícil guiar e respirar”, explicou Hui Chaung, porta-voz da polícia.

A tempestade chegou também à cidade de Dunhuang, na província de Gansu, explicou o The People Daily. Alterações meteorológicas extremas não são novidade para os cidadãos chineses – há muito que a poluição tomou conta do dia-a-dia de várias cidades do gigante asiático.

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publicado às 09:38

Visto de cima

por Mäyjo, em 07.04.15

Nusa Lembongan, Indonesia.jpg

"Quintas" de Algas 

Nusa Lembongan, Indonésia

-8,672037983 °, 115,445359851° 

Fazendas de algas marinhas em Nusa Lembongan - uma pequena ilha situada a sudeste de Bali, Indonésia - têm uma colheita média de 50.000 libras por mês.

Depois de a alga ser retirada da água, é seca ao sol, durante 3 a 7 dias, dependendo da estação.

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publicado às 09:22

A agricultura no Sudeste Asiático

por Mäyjo, em 07.04.15

A agricultura no Sudeste Asiático.jpg

A agricultura no sudeste asiático é a fonte de renda para a maioria da população da zona rural, o plantio de arroz é a cultura agrícola que mais se destaca nessa região. O Sudeste Asiático (ou Sudeste da Ásia) é um subcontinente da Ásia que ocupa uma área de 4,5 milhões de km². Nessa área encontram-se onze países, são eles: Mianmar, Laos, Tailândia, Camboja, Vietnam, Singapura, Malásia, Indonésia, Brunei, Filipinas e Timor Leste.

Essa porção territorial da Ásia é banhada por dois oceanos, o Índico e o Pacífico. O Sudeste Asiático se distingue em: países localizados em áreas continentais e países situados em áreas insulares, entre os quais podemos citar: a Indonésia e as Filipinas, pois ambas são grandes arquipélagos.

A região do Sudeste Asiático abriga uma grande população, de aproximadamente 536 milhões de habitantes. Nesse total, a maioria vive em áreas rurais e trabalha na agricultura.

A cultura agrícola que mais se destaca é a cultura do arroz (rizicultura), que é a base da dieta de grande parte da população dos países da Ásia.

Somente os produtores de arroz do Sudeste Asiático respondem por cerca de 26% da produção em escala global, o maior produtor nessa região é a Indonésia.

A produção de arroz na Indonésia é superada somente pela China e Índia, que são os maiores produtores do mundo.

A rizicultura é desenvolvida no Sudeste Asiático de forma tradicional, o trabalho é realizado pela família com auxílio de animais, além disso, todo o trabalho, desde o plantio até a colheita, é feito manualmente.

Os países do Sudeste Asiático não se restringem a produzir somente arroz, são cultivadas também outras culturas agrícolas, como banana, borracha, cana-de-açúcar e coco, além da criação de animais, como por exemplo, bovinos e suínos.

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publicado às 03:50


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